SARAU DE BÁRBARA 2025

 Sarau de Bárbara 25
dezembro 03, 2022
Zine de Bárbara 25  


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ESQUEMA SIMPLIFICADOR 
são 16 folhas A4,  32 páginas na horizontal A5,  
1- folha 1 - APRESENTAÇÃO E ÍNDICE 
2- poemas CURTOS  e LONGOS
3- ORGANIZAR página PAR ÍMPAR com número e NOME GRANDE e número da página 
4- pensar numa PRÉ MODELAGEM (abrir um word pra ver como é)


XANDU 
=====> CORRIGIR 



Girar
Ah que vento bom!
Ah que vento bom!
Que gira, gira
e faz o meu corpo girar.
As folhas secas, caídas no chão,
se levantam
e na frequência do vento,
se põem a bailar.
em sincronia e graça,
uma após a outra
e todas juntas
em movimento circular.
Ah que vento bom!
Ah que vento bom!
Ana Neves

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Poeta Xandu du Ratos <poetaxandu@gmail.com>
seg., 17 de nov., 14:08
para poetaxandu, mim, Gang
Estação de Rocha Miranda 
Estrutura sólida 
Feita de cimento e aço  
Pódium! 
Para quem vence o cansaço 
Grelha! 
Pra quem vira churrasco 
Enquanto espera 
Por deus no horizonte 
Em suas linhas férreas 
Plataforma para veraneios  
E traumas ligeiros  
Balneário! 
Com vistas pros trilhos 
— Ouça o Sol 
Crepitante nas britas 
Cama em brasas 
Onde os dormentes 
Descansam 
Onde o trem de ferro 
Se arrasta 

Praça das Pérolas 
Quando o calor aperta 
Sua visão é refresco 
Suor ainda desce 
Da face  
Dos olhos 
Escapam lágrimas  
O ramal Belford Roxo 
Já não sufoca 
Se a brisa morna 
Ainda incomoda 
E arde na pele 
Do lado de fora 
— Respirar é um alívio 

Na praça tranqüila 
Vemos crianças 
Temos correrias
Alegria assim é um prêmio 
A promessa de paz 
Nas sombras de seus 
Flamboyants
Nos brindes de seus 
Botequins 
Os praças dão salves! 
— Memórias da guerra 
Ficaram para trás 

Rua dos Topázios 
Com seu comércio 
Com suas farmácias 
Suas lojas humildes 
Tantas promessas 
Deitadas na história 
O cine Guaracy 
Anunciava sonhos 
Filmes de Fu Manchu 
Bang bang e chanchadas 

Imagine-se o Cine Guaracy 
Apinhado de sonhos 
Filas maiores que aquelas 
Pros caixas do grande mercado 
De quem aproveita 
Enquanto os preços 
São baixos 

Rua dos Topázios que segue 
Ladeira acima 
Rumo aos sinos 
De sua igreja 
Arquitetura moderna 
Sua forma de cunha 
Uma seta pro céu! 

Asfalto de Rocha Miranda 
Que a tantos acolhe 
O povo tão pobre 
De suas favelas 
As multidões da baixada 
Que trazem suas rezas 
Sorrisos e giras e ritmos 
Atabaques de guerra 
Raios em queda 
Sua lâmina dourada 
Fincada na pedra 
Algozes tombados 
A face encoberta 
Um sinal de Iansã 
Tatuado na alma  

.


ZineBarbara.2025 
__1) Sergio-SalleS-oigerS

Busca Perdida
 
Como morrer sem dor quando a vida não para de doer?
Quando tudo é rio que deságua no mar do nada
Pra afogar de dentro pra fora a alma com calma 

ZineBarbara.2025 __2) Claudinho Dias 

AUTO FALANTE (Claudinho Dias Lúdico)
As palavras
Tentam contestar 
Esse contexto
Ao que queremos falar 
A nossa voz é munição 
Que sem fogo faz fumaça 
Dispara sem gatilho 
Faísca sem pólvora 
Atinge os pensamentos
A tingir suas ideias Transformar seus sentimentos 
Essa nossa intenção Onde nada chega ao fim 
Fica tudo aí no ar 
Na pressão descompressão 
Do cone ao coração
Do cone ao coração 
Do som que sai da cor
Do som que sai pra ser
Do som que sai nosso querer 
E do som que sai de vc
Esse som que se perdeu 
No ar que se esvaiu
Pra além desse alcance
Se avista uma outra chance 
Tremendo pra te ver Temendo não saber Tramando te chamar
No som do meu alto falante 
No som, bem alto e falante 
Na pressão descompressão 
Do cone ao coração
Do cone ao coração 
Bem auto falante 


ZineBarbara.2025 __3) Moduan Matos 

Hoje
Um cio 
se abre
em flor
o cheiro
desperto
-qual a cor-
entumece
ao ser
que voa
num sonho
polinizador.
(Moduan Matus)


ZineBarbara.2025 __4) Sil Lis  

MOTIVO
Meus versos simples
Já não te consolam mais 
Aquele tempo de encanto
Por encanto se acabou
Mas, a vida é sempre jazz:
Improviso
Agora tenho outros atrativos 
Sou mais forte
Tenho norte 
Sou audaz
Se meus versos simples
Já não te consolam mais
Ao invés
Farei outros
No reflexo do que és.
(Sil) 

ZineBarbara.2025 __5) Vida Ribeiro   

SANTA BÁRBARA DA BEIRA MAR DAS MARGENS DE MÁRMARA, BELA COMO AS ESTRELAS, POR ANOS TRACADA EM UMA TORRE A ESPERA DO SEU DESTINO DESEJAVA O AMOR VERDADEIRO ENCONTRAR...
CONTEMPLANDO A NATUREZA A CADA DIA MAIS AMAVA O CRIADOR POR TANTO CARINHO E DEDICAÇÃO A TÃO BELA CRIAÇÃO...
POR TUDO ISTO BÁRBARA SE APAIXONOU, REJEITANDO-SE A ALGUM HOMEM SEU CORPO ENTREGAR, E A SUA CRENÇA E FÉ RENEGAR,
POR BUSCAR A VERDADE E SER SINCERA DE CORAÇÃO A TÃO FIEL AMOR CRISTÃO PELAS MÃOS DO PRÓPRIO GENITOR SUA CABEÇA AO CHÃO ROLOU...
POR CASTIGO A TÃO CRUEL SENTENÇA NESTE MESMO INSTANTE ATINGIDO POR UM RAIO SEU PAI A MORTE ENCONTROU...
A PARTIR DE ENTÃO CONTRA RAIOS E TROVÕES TODOS CONTAM COM SUA PROTEÇÃO!!
Vida Ribeiro 2025 


ZineBarbara.2025 __6) Felipe Magnus 

the machinery of cold water night
misery saw the academies' connections destroyed 
tragedy and madness among the best minds 
windows of the soul. 
a flickering reflection shows a path
through its shadow. its dark shine
the molten stairway:
constriction in white veins
how can death be erotical to life?


a maquinaria da água fria noite
miséria viu as conexões das academias destruídas
tragédia e loucura nas melhores mentes
janelas da alma.
um reflexo instável mostra um caminho
através de sua sombra. seu brilho oscuro
a escadaria derretida:
constrição em veias brancas
como pode a morte ser erótica à vida?

Felipe Magnus, 07-11-2025 


Zine.Barbara.2025 7) Paulo Kajal 
A verdade está no vinho, mas a revelação está na bruma da noite. Ouço todas as palavras da madrugada e escorre em mim as sensações da madrugada. De nada sei. É preciso voltar pelo caminho que me levou antes que o sol apague o que me foi dito. Amo tudo que sai da garganta das sombras. Se eu fosse Deus criaria um novo mundo. Mas não posso. Sou tão vagabundo quanto esta cidade. É preciso voltar ao sonho antes que o sol me desaprove. Só quero a sensação da Língua da noite pelo meu pescoço e ouvido. Tudo é narrativa. O recado foi dado: Crie! E as chamas do dia me obrigaram a retornar.




Mulher Búfala
Jorge Felipe Magalhães <jf-rj@hotmail.com> 28 de novembro de 2025 às 15:00
Para: "poetaxandu@gmail.com" <poetaxandu@gmail.com>

Corre no vento e rasga destinos 
Iansã, santa búfala guerreira
Relampeia o céu ao tocar o chão
Iansã barbariza 
Iansã barbariza 
Iansã barbariza
Iansã barbariza
Eparrei Oyá!

Jorge Felipe Magalhães
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ZineBarbara.2025 __8) Magalha 
Ver no outro email 

ZineBarbara.2025 __9) Deise 

*Oyá*
Minha mãe, que teus ventos levem o mal que me cerca
Acalme minhas tempestades
Que o povo de Orum abra meus caminhos 
E tua beleza resplandeça teu brilho e ofusque os que querem me ver na escuridão 
Tua força de mulher me rege, me guia
Teu raio corta o maligno
Que suas borboletas façam pólen e nasçam lindas flores
Espalhando bondade por onde passar
Teu aço seja minha arma
E teu perfume exale nos lugares antes da minha chegada 
Iansã rainha de Xangô 
Ao balançar tua saia vermelha e amarela
Sua dança seja fogo e paixão 
Teu furacão de justiça e liberdade 
Há de ser minha proteção. 
Como um búfalo destemido 
Reverbera essa força 
Que habita em mim.
Por Deise Pontes


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Jurema Araujo <juremaaraujo@yahoo.com.br>
seg., 1 de dez., 17:29 (há 2 dias)
para mim
Queria ser cadela
Ao invés de beijos
Trocar lambidas
E cheirar o cu do outro
Para entendê-lo
Balançaria o rabo
Em sinal de paz
Arreganharia os dentes
Para mostrar meu
Mal humor
Queria ser mulher
Arreganhar as pernas
E abrir a boca pra
Ganhar meu leite
E quando leoa
Ter orgasmos múltiplos 
E comer a caça
Deixando com fome o leão
Para eu levar mordidas
Mas sou cadela mulher leoa e gata
Arranho, rosno, gozo
Prendo com as pernas
Mordo e balanço o rabo
E no meu descansaço
Desse cio louco
Durmo, agora sou 
Meu próprio ninho
E porque pássaro
Vôo, sobrevôo
E como vento, viajo.
Jurema Araujo
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Sarau de Bárbara 2024  
POEMAS 

 SANTA BÁRBARA DOS RAIOS

ANTIGO SAPÊ 
“Vou contar 
A história de um bairro popular 
De gente humilde e pacata 
Lá tem samba e tem mulata 
Tem uma praça para a gente passear 

Quem não acredita 
Venha ver 
Eu falo de Rocha Miranda 
Saudoso e antigo Sapê 

Praça das Pérolas 
Que fica bem de frente à estação 
Onde aos domingos 
Passeavam os namorados 
Sob a luz do pêsco lampião 

Agora temos 
Uma igreja avançada 
Onde a minha namorada 
Faz a sua oração  

Quem não acredita 
Venha ver 
Eu falo de Rocha Miranda 
Saudoso e antigo Sapê!” 

Música: Antigo Sapê  
– autoria de Samuel Rocha, consta no LP “Os Partideiros Do Plá – Na Cucuruca Do Samba”, Intérprete: Roque Do Plá, Selo: Tapecar (TC-010), Formato: Vinil, LP, Álbum, Brasil, 1972. 



DALI ALBUQUERQUE 
Iansã tbm é barbara
O meu seguir veio da Africa
A minha cor é tão mulata
Meu amor se chama Bárbara...ai
Iansã tbm é barbara...minha mãe
Dia 4 de Dezembro, no mercado modelo
Acredita na vida meus olhos vermelhos
Minha semente é mulher, Iansã é meu axé
Com a graça divina de Oxaguiãn
Menino profano, sagrado sonhando
Lá vou eu pela vida
Poetas tão anjos ou deuses cantando
E o amor numa rima



Via VIDA RIBEIRO 
SANTA BÁRBARA 
(Fátima Guedes)
Santa Bárbara dos tempos violentos
vosso rosto me aparece num clarão
quando um raio rasga
a imensa escuridão
Muitos ventos, muitos ventos
passam por meu coração
na carícia quase bruta
do poder de vossa mão
Senhora, me iluminai
Clareai meus pensamentos
Santa Bárbara
dos tempos violentos
Santa Bárbara dos tempos violentos
vosso rosto me aparece num clarão
quando um raio rasga
a imensa escuridão
Vejo em vossos elementos
a chuva não vai parar
até ter deixado limpos
meu corpo e minha alma
Dona dos meus temporais,
Senhora de olhos cinzentos,
Santa Bárbara dos tempos violentos
Santa Bárbara dos tempos violentos
vosso rosto me aparece num clarão
quando um raio rasga
a imensa escuridão 



MARCIO RUFINO 
*Varanda* 
A varanda está cheia de imbecis
Eles têm medo do diferente
Por isso o amor virou bobagem
O respeito virou babaquice
A sabedoria virou bobeira
Eles querem a morte
A destruição do planeta
Eles não suportam a idéia
De Adão e Eva viverem dentro de nós
É mais fácil destruir nossos corpos
Do que educá-los
Mas aqui dentro, enquanto a chuva cai,
As paredes já infiltradas desta casa,
Inspira minha ação de escrever
Sem romantismo.
Que a enxurrada que cai lá fora,
Neutralizada pelo guardião alpendre da varanda,
Lave a encardida e inválida hegemonia
Dos que buscam mudança
Para fugir da transformação.
 *Márcio Rufino* 



JORGE MAGALHA 
O vento sopra: Bárbara...
Vem a tempestade lavar as impurezas.
Relampeia: Iansã...
Cai o raio que incendeia os covardes 


.  
ANDRÉ BENTES 
Deuses nascem
Dizem que se
E somente se
Não só
Isso é lógico.
Teu colo é invisível
Eu duvido,
logo quero.
Deixo ele vir
Puro e simples
Simples e óbvio
Teu corpo é 
meu fascínio
Deuses nascem
Deuses novos
Vou pedir você de novo
Como quem vê 
Virtude em vício.
Você
De novo.
Dois mil 
e deuses novos. 



Envelopado em mantos e peças articuladas, um tanto trator, um tanto monstro, megafauna de eras remotas, figura gótica esculpida em pedra, o que atrai poderes extra-sensoriais e outros, o faro que enxerga, os medos que ouriçam os pelos, e por isso mesmo de longe já se avistam antenas, espectros por flechas rasantes são asas, ao toque iminente por certo um ferrão… o lado exótico do encoberto é talhar o invisível, por sólido somente a máscara, por dentro das vestes um tição em brasa, o que fere a carne, quimera viril, vulto percebido aos saltos, penumbra densa por ameaça, névoa, enigma em tempos escuros, as notícias gritam, as pessoas se assustam, tampar os ouvidos em nada ajuda, finge-se de morto e o mundo piora, pois saiba do tempo abafado donde brotam cupins, nuvens com destino a cópula, e se essas contagiam as mentes, corrente elétrica, umidade, vento, e cupins se tornam torrentes d’água de pingos grossos, desses que explodem pedras no asfalto e somem… se evaporam na fritura do solo, o incerto imediato dos ritos de enchentes e secas, marés que sobem e teimam em vazar de pronto, é neste movimento sobre asfalto tórrido que ficam pegadas pesadas de búfalo, tonelada de fúria, e força estúpida, o medo concreto como meta, respire, retire-se a carcaça e os córnos e neste caos já se perde a métrica, não mais se vive em frescor ou incêndio, apenas mormaço mito mór, ou riso onde se esconde a dor, escuridão presa em cores vivas, esta é última gota da carne evidente, assim exposta, por um instante: contemple-se a borboleta por colosso, se ela pousa imperial, ou se voa inofensiva, borboleta absoluta, asas coloridas pela simetria do espelho, mas afaste-se, sequer pronuncie seu nome, não traga chacota ao ser imóvel, ou saiba o que é óvulo, casca, larva, proto-casulo em ninhada, transfomação que faz dela real taturana de fogo, filha do corisco, o que risca o céu e desce, um treme-terra, um fura-pele, e a paz se torna inominável ameaça — é quando búfalo volta! 
 . 
.   

Intranspugnável é uma palavra repelente, não se pode com ela, exército infalível, palavra cadeado, senha bancária, altar para Santa Bárbara, nossas belas praias são resguardadas ali, amores profundos, cuidado com filhos, não só por merenda ou ter com quem deixá-los, uma escola que se queira por trazer mais vida à vida, é a hora-aula de toda uma existência, labuta concreta e plena de sentidos, passos firmes e horizontes largos, uma pensão razoável por trazer fôlego a quem já está cansado — Intranspugnável — a palavra difícil, é vinho maduro, feito com uvas seletas, um desejo sincero escondido em certas feituras, comida de vó, tapa na mão de moleque quando teima na prova, espetáculo da mesa posta, o tempo dentro do tempo, o rito dentro do rito — Intranspugnável — um bilhete ecrito a si mesmo, com tintas de concreto e aço, vedado à cobiça, aos destemperos da cabeça, prédio que se edifica somente para os seus, mas que sirva exemplar para o alheio, o trato cuidadoso de quem não teme a força dos ventos, mas respeita — Intranspugnável — é o limite, o chão que se pisa. 



XANDU 
Pois sendo o dia DELA, não vejo motivo pra contrariá-la, não serei mais brilho que a coisa feita, nada mudará o céu que se entorna, se vem de nuvens em relampuê, em relampuá, deixe acontecer, deixo que a chuva molhe as linhas escritas, orações em lotes, os nomes nos papéis-zinhos, os poemas mais nobres colhidos com amigos, e mesmo a vontade de que tantos embarcassem comigo rumo ao seu altar, com um tempo desses é fácil desistir de véspera, já era de se esperar, então na celulose úmida, a leitura possível será em meio a rugas, rasgos, restos, poemas incompletos, pedir saúde e proteção a TODXS apenas com o peso dos pensamentos e lembranças vagas, e aceitar que o Sarau de Bárbara seja realmente bárbaro, um encontro distante, poetas molhados, o que mal se enxerga por trás da janela, presume-se: há uma grande festa vista através de um vidro embaçado, vidro onde salpicado em gotas, gotas que formam desenhos, gotas que escorrem em trilhas de raios, e de vez em quando brilham, em relampuê, em relampuá, dessas chuvas tão queridas para nossas florestas, que refrescam secas de primavera verão, sou como as sementes que brotam, crescem, galhos, frutos, sou mapa com estrela na testa, a tal hora estarei no trem, entrar na igreja é primeira tarefa, de lá partir pra quermece, reconhecer quem fosse, se houvesse pagode, baile funk, rodas de batucajé, barraca de abará, quitutes, e talvez meia dúzia de ilustres desconhecidos se façam amigos, sopa de pacote, falar poemas, contar causos antigos, e criar histórias novas que deixaremos para as crianças, nossas aventuras com Santa Bárbara, no bairro de Rocha Miranda — EPARREY IANSÃ VALEI-ME SANTA BÁRBARA!! 

.

Mmmm
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FIM 
FIM 
FIM 



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