Poemas pra Jorge

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HOJE TEM CAPITÃO 
23 04 2017

O POEMA ATUAL É O ÚLTIMO 
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São Jorge 
**lembranças de amigos de fb, poemas de outros e os meus, usando recursos de buscar 
**algumas fotos foram salvas, respondem a alguns dos textos abaixo 
ATENÇÃO: tem a pasta SALVAR com nome “São Jorge 2023” **é bom para buscar links e filmes e textos, caso tenham escapado 
 XANDU saudações e poemas 
homenagem a 
Eud Pestana  
Post de 3/7/2017 

Chamada pra Jorge 2019
Poema 23/4/2020 
caso seja preciso passar a pratos limpos, antes será a lenha, o fogo, a faca, será necessário dipindurar o bicho pelos mocotós, até que se estribuche, até que verta o sangue, e a criança chore, pelar o couro, cortar as orelhas, salgar o lombo, quebrar costelas, dar nó nas tripas então pimenta ardida pra encher linguiça, depois tirar o grão preto do molho, picar alho, cebola, salsa, cebolinha, refogar as peças pra dar um gosto, afogar os elementos todos num caldeirão fervoroso, pra afastar encosto: obrigatório deixar um gole pro santo, beber uma cerva, esticar um samba, até que o aroma acuse o ponto certo, pra por a mesa às pressas, trazer panelas, pratos largos, servir regado, que o pai é grande, a fome aperta, e pelos conformes é saudar São Jorge e comer rezando, matar quem estava te matando - aqui já tá tudo no esquema, desejo fartura e muita proteção a todxs, ogunhê! 
 
Poema 23/4/2016 
por todas as vezes que andei de bicicleta 
e que circulei em ciclovias suspensas 
e me arrisquei em costões rochosos 
por todas as vezes que as ondas vieram 
tal qual maremotos 
e que as pontes caíram sem dó 
por todas as vezes 
em que a ira da natureza se fez 
um monte de acidentes inevitáveis 
e pouco sobrou pra contar 
e outras tantas vezes: 
quando fui vítima de mim 
e dei muito mole pro azar 
e outras tantas vezes: 
quando penso em certo políticos 
que indicam caminhos sinistros 
sem que ninguém mais perceba 
no exato momento 
em que o buracão do capeta 
se abriu sem fim na minha frente... 
desde sempre acordei de pé 
um tanto assustado, que seja 
e olhar para os lados 
notar as pegadas 
e ter a certeza de ser do cavalo... 
era sempre São Jorge sagrado 
brabo porém decente - ogunhê! 
Poema 23/4/2020
viciado de São Jorge, santo que não é mole, fetiche que não é fácil, o amigo invisível que pra mim se estabelece numa trama-cidade, nessa necessidade doida de viver um pedaço do que é do outro, ter o que é meu bem guardado, um pouco mais de vinte anos se passaram, se disseram "Ogum é pai", é porque brinquei com fogo e acordei mijado, é porque surra de cinto faz o menino aprender, sigo no claro sentido de que as contradições são menores a medida em que o tempo passa, os cabelos caiam, a brutalidade da vida é um dado, balançar a cabeça em negação em nada muda, o xarope não fica menos amargo, mas a falta de ar, o coração em disparo, as calças borradas, há de se ter o controle, isso um dia chega, dizemos "pé no chão" pra quando o alarde é grande, o desespero ataca, então respira, vira um gole de pinga pro santo, e segue teu rumo, que eu sigo o meu, o fedor de fumaça ainda não é o fogo na casa, e pedir pelos sete fanzines de ouro, as falanges de rua e o punhal de prata, família a mais pura relíquia, e fazer literatura de tudo com a serenidade de quem encara a milícia do Campo dos Ciganos, o fervo de Quintino, o alvoroço de Padre Miguel ou a insólita festa na boca de fumo do Cajueiro, alegria dos rituais de sacrifício, alegria por todos os lados, as famílias na elegância encarnada, mesas postas nas calçadas, feijão servido com colher grande, o angu à baiana é à fórra, depois um samba no Estácio e uma cerva gelada, um boteco qualquer onde se peça a saideira, sinal de que o dragão esticou as canelas, e o dia do guerreiro foi suave como deve ser - ogunhê! 

 
Poema 15/08/2021 
Zeca Pagodinho pelamorrr cê firma nas pernas, bebe mas não balança, samba mas não tropeça, engasga mas não perde a pose, vai mas volta e se veste bonito pra festa, a chinela nos pés não dão cheiro nem solta as tiras, bota o bonézinho da Moleca já que o chikabom já era, vai de camiseta mermo, e bermuda chinesa, tem erro não, todo menino é um rei, São Jorge é mais, a Portela tá como? no Cacique de Ramos o pé da gameleira já deu três voltas no eixo, soltou os erês pra farrear na mata, assombra esse iku sai pra lá, só me faça o favor de tira a faixa amarela - não que eu tenha superstição, mas essa já deu o que tinha que dar, e se ela perdoou o vacilo, tá bonito, é mais uma voz nessa reza - caminhos abertos, vamo no axé! 
 
Poema 23/4/2020
São Jorge vem pleno: num Cavalo de Troia, por cima do qual belo infante, a galope, empunha uma espada gigante, uma cruz pesada, ainda que fale outra língua, se comunica que é uma maravilha, só um desses filme que muitos já viram, dizem que há um propósito oculto em salvar a princesinha... o que são mentiras nesses dias impossíveis? a igreja católica é medieval, há tempos: o sal da terra se perde, as notícias são mesmo de marte, abriram edital pra milagres, como todas as artes: são servidas sem sal, e as séries filmadas roubam enredos dos jornais escrevendo outras realidades, roubam crianças, empilham propagandas sobre propagandas _ alma mutante de qualquer negócio. então, hoje é dia de São Jorge, para desconsolo dos veganos: do dragão se fez churrasco; para desespero dos românticos: o infante mais próximo extermina o carrasco, o claustro da torre se abre, e a moça sai de lá pra ser casta, virgem pra sempre, pura, com fogo apagado na perseguida; os libertários acusam algum trauma possível, o inconfessável, mesmo pra deus não se diz a palavra "estupro", se a culpa pesa, a alma se suja: o bebê na bacia se vai com junto com a água, a violência sublima, como a naftalina está para as traças na gaveta, aquela acaba, as traças ficam, os algozes fazem festa, ela é a louca, e vestem a máscara na vítima, aquela que bem entendem, bem o fazem porque fezes, as eras passam, do mito à lenda, e desta ao palmito é um pulo. Teresa cansada com seu balaio fechado, essa ao menos prezava de autonomia, e sentia lá seu prazer... veja MC Carol espetar o dragão onde ele realmente vive, na torre, junto com ela, visitas diárias pra atos torpes, cumprir função, rotina, fazer o mesmo todos os dias, quando escapou da torre colocou homem na cozinha, e fez ameaças sinceras - "vou cortar suapica!" - um líbelo do açougues feministas, é disso que eu falo: a Mulher Maravilha na ilha de lesbos foi o pior filme jamais visto, nunca vi uma porcaria tão grande, então vejo o presidente que foi eleito e sua secretária pra assuntos de sexo - são muito baixos, e dizem que seguem os Republicanos, tudo bem, os discursos divergem dos Democratas, mas em suas práticas são tão parecidos que chega a dar nojo desse tipo de política... imaginem a Hilary Clinton em visita a famosa ilha da pedofilia, mas isso existe? sim, deu no new york times, mas ela não sabia de nada, disse aos jornais, nem eu, nem ninguém que eu conheça, estamos distantes demais do que a grana pode pagar, alguns de nós nem somos canalhas a ponto de ter grana e querer pagar, está dentro da cuca o que temos de forte, ora a moral retilínea, ora as várias notas de Queiroz que fogem dos nossos bolsos como o diabo foge da cruz, portanto estuprar animais e transmitir zoonoses é parte de um cotidiano filme de gangsters de quintal, esse não dá linchamento, sádicos, violentos, com raiva de quem quer que questione autoridades, a realidade é  um soco na boca e silêncio, revolta não basta, a luta é perpétua, e nesse ponto somos como somos, cromossomas mapeados, marcadores de cobre quântico circulando no sangue, o que se completa com a paisagem metamorfa própria da era dos blockbustters, viver Pulp Fiction, amanhã nunca mais, viver violência pela violência, mensagem estranha, sem margem pra bater um papo, nem trocando os canais, por todos os lados: uma caceta gigante, cheia de performance, para que fracos e solitários sintam inveja, entrem na fila do primeiro emprego, façam carreira e talvez também se tornem presidente, há quem vote, é tudo doente, é sem massagem, os carentes querem que elas venham de biquininho e cintura de pilão, se dizem crentes, divulgam de público "muito respeito", mas no íntimo são mentes voltadas pra seios e pelos púbicos, bonecas infláveis, o funk que negam fazer parte, mas só querem socar, socar, socar, sem conversa, sem carinho, mirar a cabecinha, e criar a própria realidade com seus disfarces de feicebuque, e punhetas de écs-vídeos. 

 
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Post 2018 

São Jorge de Quintino Bocaiúva - foto de 2016, junto ao oratório de rua que fica próximo da paróquia - um momento de reza, transe, a multidão fervorosa, eu e Paulo Sérgio ali: sarabanda pelos poeta tudo! Salve Jorge! 
CORREÇÃO: é 2015, album de fotos abaixo

NegroMuro 2021 
“O sino da capela de São Jorge
Badala no tom
Tá rolando um som
Na esquina tem churrasco de gato
A galera tá celebrando
O baile no asfalto
Seu Nonô dançou, Dona Jurema também dança
Lenilton e matide na palma da mão
No boteco do Laércio a Guarabu balança”

Em “Baile do Asfalto”, @sandradesa_oficial e @mombaca_momba descrevem parte da vivência no bairro de Pilares, onde Sandra nasceu e cresceu.

NegroMuro percorreu diversos pontos do bairro importantes para sua trajetória como o bar do saudoso Laercio, a entrada da casa onde morou na Rua Guarabu, o CCIP de Pilares, a Igreja de São Jorge e foi muito importante testemunhar o óbvio reconhecimento de todos sobre o quão admirada e querida a cantora é no bairro que é seu berço.

Seu pai Nonô era baterista e sua mãe Jurema era filha de um cabo-verdiano, seu avô Manuel, que é citado no disco Africanatividade. 

Sua amizade com Cazuza também aparece na referência do cartaz atrás da cantora.

Sandra saiu pela primeira vez com a escola de samba do bairro, a Caprichosos de Pilares, na Avenida João Ribeiro: “Tinha 4 anos e estava fantasiada de azul e branco, mas saí do lado de fora do cordão, crente que estava desfilando” revelou em entrevista para Deborah Dumar.

@cazearte esgarçou no talento e executou uma transição de cores e um realismo emocionantes já tão característicos do seu trabalho. 

O muro faz parte do projeto “Vozes e Tons” e é o segundo em parceria com a @sonymusicbrasil. 

fotos: @hg_lourenco 
Pedro Miranda 2018 
Até onde sei só existem 3 igrejas de São Jorge no Rio de Janeiro, uma no centro, outra em Quintino e a outra na Pavuna. As primeiras duas, arrastam uma multidão de devotos como sabemos e vemos pela mídia, já a da Pavuna, não, por ser uma igrejinha muito pequena, ela abarca um outro tipo de acontecimento. O dia de são Jorge na Pavuna, como em todo subúrbio, é um dia atípico onde até os eleitores do Crivela se rendem. Acorda cedo todo mundo, escuta fogos o dia todo e se conecta com uma fé especial que une um tanto mais as pessoas. Fui nessa igreja e percebi que ela é algo que da um sentido de comunidade, fazendo com que pessoas que moram no mesmo bairro mas quase não se vejam, se vejam e se identifiquem por algo igual na fé e no território. A Pavuna vira uma feijoada no dia de São Jorge. É uma comunhão linda. Para todo lado a mesma devoção ao santo guerreiro. Sempre alegre e festeira. Salve a fé ! Salve o subúrbio ! Salve Jorge e os jorges desse mundão ! 
Marla de Queiroz 2021 
Açafrão

Açafrão pra mim sempre foi associado ao amor. Minha mãe foi criada na roça. Ela era bruta, brava, intimidadora, teve que aprender a se defender desde muito nova. Ela dizia sobre si mesma: “tá pra nascer alguém pra me fazer medo, fui criada com tutano de boi, não foi com danoninho, não”. O “eu te amo”, dito assim, ela só aprendeu a dizer nos últimos anos de vida. Antes, toda a sua demonstração de amor vinha da comida. Cozinhar era um ato sagrado: minha mãe se demorava socando o caroço do coentro no pilão com o alho, cortando grossas rodelas de cebola e, a partir daí, qualquer coisa que ela refogasse junto trazia a cura dentro. 

O meu prato predileto era frango com molho de açafrão. Talvez ainda seja. Certa vez, eu tive uma depressão muito profunda. Fiquei tantos dias sem comer que quando senti fome realmente, eu não conseguia mais. Eu chorava de fome, mas a comida não passava na garganta. Minha mãe tentava me curar com banho de ervas, me benzia com arruda, me lanhava com espada de São Jorge pra tirar o quebranto e eu aproveitava pra chorar bem alto até acalmar o peito de cansaço e sono. Foram semanas mergulhada numa tristeza muito escura e funda e minha mãe fazia vigília na cabeceira da minha cama. Às vezes eu acordava e ela estava chorando e conversando com Deus. Quando eu me agitava durante o sono, ela fazia um cafuné muito amoroso, e sem conseguir dizer a frase que fala do amor, ela prometia: “quando você melhorar, mamãe vai fazer um frango com açafrão muito, muito gostoso”. Minha mãe ainda não sabia o que era Venlafaxina.

Anos depois fui morar fora. Quando eu vinha visitá-la, ela deixava aquele frango marinando 2 dias, a casa inteira perfumada por aquele tempero amarelo ouro. Eu ficava 3 dias comendo a mesma coisa, nunca enjoei. Ninguém enjoa do amor. Ela ficava me observando comer, cheia de satisfação, perguntando toda hora se “tava bom de sal”. E assim o açafrão virou também comida festiva: era o cardápio do meu aniversário ou apenas de um dia em que ela se sentisse tão preenchida pelo amor materno.

Eu nunca encontrei frango com açafrão no cardápio de nenhum restaurante. Então eu tive que aprender a fazer no dia que eu senti um desejo tão imenso daquele sabor que abraçava: fui desenterrando a receita da memória enquanto limpava o frango (talvez mais que o necessário) e fui tentando trazer os gestos orquestrados de minha mãe pra manipulação dos temperos. Levei quase um dia inteiro cozinhando a comida que ela fazia em 40 minutos e era como se ela estivesse ali me ensinando cada etapa da receita. Quase não me dei conta que aquele dia completava um ano de sua morte. 

E agora, além de amor, açafrão também estará sempre associado à saudade. 

Marla de Queiroz 
Janaína Oliveira 2020 

Gosto mais da festa de São Jorge do que de Carnaval. 

Se hoje fosse Carnaval não tava assim triste de não estar na rua.

As ruas em torno da Igreja lotadas, filas de dar volta em longo quarteirão pra entrar, aquela imagem imensa do Santo, as pessoas rezando emocionadas, acendendo velas, se abraçando, a missa na rua, as feijoadas grátis, os sambas improvisados, os sorrisos trocados, as pessoas (ah as pessoas!), todo mundo JUNTO. 

Não é sobre o santo católico, é sobre Ogum, sobre uma fé popular e sem fronteiras.

Só vivendo pra entender.

Como disse minha amiga Joana hoje cedo, quero minha cidade de volta.

Salve Jorge!
Patacori Ogum!
Ogum iê!

Imagens sem filtro de 23 de abril de 2019.
🤍❤️🤍❤️ @ Igreja de São Jorge (Pç. da República) RJ 
Xandu via Bombozila 2017 
São Jorge das poesias: na batalha pela vida! 
 #SOSCPX: Poesia rolando no ato de moradores do Complexo do Alemão em repúdio à violência policial que tem ceifado vidas todos os dias no CPX. Segunda-feira (24), às 14h, na Defensoria Pública do Rio, será realizada uma audiência pública para denunciar os casos de violações cometidas pela polícia contra moradores. 
Dalberto Gomes 2021
CORUJÃO DA POESIA ESPECIAL!
Evento comemorativo ao dia de Sao Jorge, em Ipanema, Barzin, Vinicius de Moraes 75...

Coordenacao: Joao Luiz de Souza Producao: Natalia Parreiras, Curador Musical: Glad Azevedo,

Convidados Especiais: Jorge Ben Jor,  Macau e George Israel, Presença de: Dalberto Gomes, Mamma Giuly, Manoel Herculano, Igor Cotrin, Rollo, Leila Oli, Nina Adlin, Edu Planchez, Mano Melo, Pedro Melo, Pedro Rocha, Vladimir, Marisa Vieira, Lucas Castello Branco, Barbara Gracie, Bayard Tonelli, Cairo e Denizis Trindades, Sheyla de Castilho, Clauky Boom e Lucky Leminsky,

 e ainda: Rafael Zveiter, Marina, Marcia Drummond, Thamar de Araujo, Betina Kopp, Alexandre Silpert, Julia Pereira e Beto Aquino... entre tantos outros amigos e admiradores... 
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Dalberto Gomes 2016
SALVE JORGES!
Romeo Jorge, Jorge Dangó, Jorge Ventura, Jorge Luis Menezes da Silva,Jorge Ferreira, Jorge Manuel Brites Pereira, Jorge Angelici Angelici, Jorge Luiz, Jorge Nobre Nobre, Jorge Linhaca, Jorge Teixeira, Jorge Pereira Zulu, Jorge Graças, Jorge de Almeida, Jorge Crespo, Jorge Gorgulho,Jorge Ben Jor, Jorge Bittar, Jorge Silva, Jorge Coutinho, Hélio Jorge da Silva,Jorge Piri Jorge Garcez, Seu Jorge., Jorge Graça, Jorge Amorim, Jorge Tannuri, Jorginho do Império e outros amigos Jorges. 

TODOS SÃO JORGES
SÃO JORGE
SÃO JORGES DO RIO DE JANEIRO
SÃO JORGE DO 23 DE ABRIL
SÃO JORGE DA CAPADÓCIA 
SÃO JORGES DO BRASIL.

SALVE JORGE!
SÃO JORGE É UM
SÃO JORGE É OGUM
OGUM CAVALEIRO DE ARUANDA
DO CANDOMBLÉ E DA UMBANDA
OGUM Ê! 
OGUM MEGÊ
OGUM É JORGE
VERDADEIRO
SÃO JORGES 
GUERREIROS.
AXÉ!

 

          (Dalberto Gomes - O que é bom sempre repete)
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Julinho da Glória 

Aí um amigo vai e publica um vídeo com um famoso chef preparando 500 quentinhas de feijoada, para distribuir no Dia de São Jorge para moradores em situação de rua. Mas um vegano vai e começa a dar uma lição de moral, e critica a ação dizendo um monte de coisas como; que o agronegócio é isso, que o consumo de carne é aquilo, porque o planeta pede socorro, e vai verborragiando toda a sua empáfia e egoísmo. Não se coloca em nenhum momento no lugar de quem tá doando ou de quem está recebendo. Só quer mostrar seu "conhecimento" e sua altivez por só comer alimentos orgânicos. 

Seja vegano mas não seja essa pessoa.
Bitor Pordeus 

São Jorge por favor case se com a dragoa ao invés de matá-la. Essa imagem já perdura 7 mil anos e está dando no que está dando.

Na Foto o deus sumério Marduk matando a Deusa Tiamat, datada de cerca de 8 mil anos atrás.
Alan da Rosa 

47
Envenenando, ajardinando e trincando as estatísticas.

Obrigado, Mãe. Obrigado, Pai. Obrigado, Filho. Obrigado, Njila. Obrigado, São Jorge.

Obrigado, Mestre. Obrigado, malungagem e camaradinhas.

Obrigado, Americanópolis, Jabaquara, Morro do Mineiro e Taboão da Serra. 

Obrigado, Capoeira. Obrigado, Literatura. Obrigado, Poesia.

Pequenininho. Chão. Teia.
Aprender a fazer perguntas.
Angoleiramente, duvidando de tudo sem desacreditar de nada. Com fundamento.

"IÊ! Todo o Tempo não é um"

Vivão.

📷 Daruê Zuhri
PV para Paulinho Alves 

Ontem, dia de São Jorge, aniversário do meu chará, Paulinho, e não pode ser atoa. Paulinho é um cúmplice de longas tramas e rotas de uma geração que tentou salvar sua geração do medo, já dizia a narrativa de Boas Novas no Alto Zé do Pinho. O experimentar da Geração Delírio, os acordes e versos de Linda e Atormentada, pois ainda faz um puta sentido quando a gente canta que "infeliz quem não sabe amar". A gente já foi Fliperama, Limonada, Mamute e a saga dos tais bandidos bons. Acho que no contrário da explosão na Cinelândia, sim, há esperança e acho que vai dar tudo certo. Um beijo cara, mais uma translação, maravilha, há rotas ainda, pode apostar, em breve nos esbarramos. 

Com amor, PV
BETO DORNELLES 
Cresci ouvindo Belchior, graças ao meu Pai,  sua voz suas belas canções, toco várias delas e agora essa, virou estrela.
"Olha para seu 
tira o seu chapéu
pra quem fez a estrela nova 
que nasceu
não é pra São Jorge nem pra São João"
(Belchior)
Disseram-me um sopro 
Da boca 
De um cavaleiro 
Elmo e capa 
Em fúria 
Uma lança espetada 
No meio da lua 
Eis que no fio da espada 
Entrecruzos sombrios 
Então venha um dragão 
Pergunte-se ao gluglou 
Que espécie de bicho 
Afinal de que gentes 
De quais praças 
Que jeito seriam 
As serpentes aladas 
Sobrevoos rasantes 
Um soldado 
Nas garras 
Uma couraça 
De lata 
Brilhando no pâncreas 
Esporas 
Troféu renitente 
Na imaginação 
De quem sonha 
Pois se sangra seria 
Em que cores?  
Pois se respira seria 
Em que ares? 
Pois parece a visão 
De visagem 
A paisagem 
Dos campos oníricos 
Desenhos 
Distantes  
Algo esdrúxulo 
Agouro vindo 
De quem veio 
Senão dele 
Próprio  
Do reino das aves 
Ou Áfricas virgens 
Selvas vulgares 
Do reino de Dãn 
Lança que dança 
Indecisa entre: 
Caçadores nórdicos 
Flecheiros tártaros 
O que seria de Ivã 
O cruel 
O terceiro 
Senão forja 
Berçário 
Pros bárbaros 
Os pais de Conan 
E cobras 
De duas cabeças 
Quais chifres 
Em pescoço 
De águias 
Horrendas miragens 
Surgiam 
Numa sessão de filme  
Da tarde 
Vinham 
Ondas 
Enormes 
Vindas 
Da disneyworl 
Da Terra do Nunca 
Numa linha de tempo 
Um momento oportuno 
Bifurca: 
Do possível resta: 
Pouco 
Só o impossível 
Isso tá na bula 
Numa corrente 
Atada nos pés 
No ato da curra 
Criatura confusa 
Entre amálgama 
E alma 
De tanto escravismo 
Com bucho 
Com torresmo 
Com angu 
Uma delícia 
Se lida em livro 
Celulose com molho 
Pirão comestível 
Carne 
Digna de se passar 
A pratos limpos 
Aos copos fartos 
Fantasmas 
Para afrontar 
Sefarardin 
Por ter quatro patas 
Caracóis e anjos 
Por ter sustânça 
Fogueira em brasa 
O berro da cabra 
Substrato em preparo 
Na trempe 
O que já foi joio 
Palha e fogo 
De buraco 
Moqueado de antas 
Cascos de tracajás 
E misturas de milhos 
Tantas sementes rubras  
Caatingas amareladas 
Torniquetes medievos 
Salpicados de 
Milhos pretos 
Aos milhares 
Imagina-se um índio 
Ditando regras  
Faz isso 
Faz aquilo 
Põe pimenta 
Experimenta 
Sapoti 
Borracha 
Soca no cedro 
Chicletes 
Traz novidades 
Guisados de caça 
Despachos de santos 
E guerras 
Até que assombros 
Tragam 
Ares de paz 
Ou 
Águias 
Dragões 
Serpentes 
Nos ares 
E portanto 
São Jorge 
E por todas as partes 


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