Rat-Zine 22-B do B
Rat-Zine 22-B
**para efeito de filtro, as bateladas do Zé Felipe e Karla Sabah foram postas aqui em separado - verificar quais poemas entraram no Rat-Zine 22-A
.
KARLA SABAH
7) KARLA SABAH
***um catatau de poemas, uma ima no enexo “POESIA DE UÓTZAP” lembrar os mil nomes que Não SÃO KARLA, são outras
.
ESTÊVÃO
(para Marcelo Nietzsche)
Stevie é um nome muito comum
Todo mundo esteve em algum lugar
Eu também estive
(Karla Sabah)
***
PROIBIDÃO
Eu tinha um metro e sessenta e seis
Agora to com um meia três
Daqui há uns anos
Quando eu dobrar o bico do papagaio
Talvez eu chegue a um metro e quarenta
E consiga chupar a minha própria buceta
(Zyka Pank)
***
BORBOLETAS AZUIS
as borboletas azuis não é todo mundo que pode vê-las
a gente só vê quando encontra com Deus
borboletas azuis são vistas logo quando a gente abre os olhos
e elas são grandes e brilhantes, voam devagar
as borboletas azuis são lindas!
simplesmente... lindas!
borboletas azuis…
lindas...
lindas...
aparecem mais durante o dia
hoje ainda não vi nenhuma
vou lá… pegar carona com as borboletas, azuis
fui
(Karla Sabah)
***
HÓSPEDE DO MAL
ele vai chegar em breve
já pagou o sinal
só uma noite já basta
pro hóspede do vendaval
sujeira é teia
reclama do lençol
se acha com a moral
mas é um boçal
ele e o hóspede do mal
chegou o hóspede do mal
seu rastro é intangível
ele é o hóspede do mal
veio do véio demente
poderia ser diferente
tem pobre em todo lugar
abra a sua mente
armado, você é detectado
perdeu, não vai rolar
ficou perdido no carnaval
ele é o hóspede do mal
(Zyka Pank)
***
POEMAS DE HOSPITAL
I
UÓ UÓ UÓÓÓÓÓ
EU ESTAVA CHEIA DE PLANOS
NEM IA TER CARNAVAL ESSE ANO
MAS TUDO MUDOU PRA MELHOR
EU VOU PULAR COM O SICILIANO*
UÓ UÓ UÓÓÓÓÓ
NÃO PRECISA TER D’OR
VOU FICAR NO BLOCO DO PRÓ
UÓ UÓ UÓÓÓÓÓ
DE AMBULANTE
INDEPENDENTE
Ô SEU DOTÔ
ME TRAZ UM ABSORVENTE
PÓ-DE-VIR QUENTE
QUE EU TÔ QUE TÔ
SUPOSITÓRIO
EU QUERO FAZER AMOR
II
FOI UMA SEMANA LOCKDOWN
DORMINDO EM CAMA DE HOSPITAL
ME EXPONDO A TODO TIPO DE MAL
TEM CERTAS COISAS…
MAS É SÓ CARNAVAL
É SÓ CARNAVAL
É CARNAVAL
MAIS UM CARNAVAL
ATÉ A GUERRA TERCEIRA ESTOUROU
E EU PENSANDO NO SHOW
E COM QUE ROUPA EU VOU
TÁ TUDO BOROCOXÔ
TROCO UM FÍGADO POR UM BAÇO
O MUNDO GIRA E NÃO SOU PALHAÇO
COMPRE AQUI QUE É MAIS BARATO…
(Karla Sabah)
***
PROSA SEM TÍTULO I
to me sentindo feia quando olho no espelho
eu não gosto mais de mim
não sei quando começou
só percebi agora
acho que tarde demais
me larguei e não consigo mais achar
estou a esmo
e é isso merrrmo...
ta todo mundo caindo em cima
virei pele, pega a visão
até bulling já rolou
virei “celebridade”
não tenho mais amigos de verdade
eu tenho fãs
e nem quero mais nada
eu só to aqui...
mas dói quando eu ando
e ando peidando muito e alto
e peidos mais looongos…
no que eu me transformei?
estou implodindo
(Karla Sabah)
PROSA SEM TÍTULO II
descobri que a morte é implosão
a gente se detona o tempo todo
quando meu coração palpita forte
e respiro fundo
sei que posso morrer
de desgosto
aos poucos vou definhando
tentando não ver a verdade
e disfarço o meu fedor
com lavanda Johnson&Johnson
ou apenas johnson’s?
Ou a Tatty que ele me deu antes de implodir?…
E vôo.
(Karla Sabah)
***
DITOS PELOS NÃO-DITOS
(por e com amor, para Ratos Di Versos)
ratA no sarau da invencionática
de camisolenha
mais que bem acompanhada
como quem conta um conto
vem cantando sonhos
pra disfarçar medos medonhos
perde a fé...
meio que pára!
+ reza, e reza, e reza
pede profundo que dê tudo certo
e dá!
vai! enquanto puder com o sol
enquanto continuar nascendo mais um dia
viva a Poesia
és sempre felicidade
(Karla Sabah)
.
.
.
.
ZÉ FELIPE
.
17) Zé Felipe
**poemas sortidos a escolher
.
1 -GABINETE'-
debaixo dos |músculos|,sv
o céu.
por cima da |perna|,
o |medicamento|.
uma |carruagem| sem |poeiras|, |senta|.
uma |estrebaria| sem |animAis|, enxerga.
a |maré| do |planeta| se mantem em |privilégio|,
voltada para as |pastas| no |gabinete|.
* * *
2 PALAVRAS ELETRONICAS
não há |brevidade|que |suceda| os |sensos| dos outros
não há |frivolidade| em ostentar |minhas| próprias |saudades|.
aja enquanto for |estratégico|
revire-se quando for |desanuviado|
grandes recompensas querem |conversar com vc..|
|eficientes| |ternuras| ,
palavras |eletrónicas| que |sorteio nas |classes|,
habituais| ...
pense no que ouviu
as |rochas| |existem| e se |garantem| por si mesmas
* * *
3 CONTROLE
comemos, |nadamos|, |corremos|, |chamamos|.
esse é nosso |tema|.
só que temos que |controlar| depois.
* * *
4 AUTOR ELETRONICO
a |viúva| do |baile| corta as |batatas|,
mas o |gás| não se |realiza|.
o luar penetra as |miudezas| do céu pelo seu |interior|,
mas não |desenha| esses |projeçped| na |torre|.
autor |eletrónico|
* * *
5 NATUREZA
eles se revoltam, eu |aceito|.
desejos me atiçam,
eu |passo| a |saliva|.
ensinamos |atentos|,
eu |adquiro| |confiança|.
só me movo por |natureza| própria.
* * *
6 ADEPTO
budas |DEScartados|.
esCADA sempre |ABUNDANTE|.
onde a |trilha| gira,
o |E O adepto| uiva os |espeCtros|.
* * *
7 MESA
velha |mesa|
o |rato| salta
o |eixo| da |medalha|
* * *
8 IDIOMA
a |enguia| ouve.
nada em |seu| |idioma| revela
que ela está pra |gritar|.
* * *
9 TRIPAS
de |barrigas| |explosivas|, |expremo| a |chuva|.
respirando pelo |nariz|, |
correndo| num camelo|.
cruzo a |praia| e ela flui,
mas a |tripa| não.
* * *
10 VISAO
a |parte| |surgiste|,
mas não há quem |respeitE
UM |casamento| |adquiriste|,
mas não há UMA CASA|.
o feito |importante|,
mas não há quem ligue.
o |desligamento| |coloriste|,
mas não há quem ACREDITEe|.
no caminho |permitiste|,
mas não há quem VEJA
* * *
11 DESODOEANTE
se você tiver um |brinco|,
eu lhe darei um |berço|.
se você não tiver um |sino|,
eu lhe |ensinarei| |meu| |desodorante|.
* * *
12 bestialidade
no |bolso| em que |vou| |transportar| o |caçador|,
fazem-se |ruas| e |marcações| para um palco;
por isso, a |desvantagem| do que está lá
assenta |especificamente|
na |bestialidade| do que lá não está.
* * *
13 AREIA
você precisa tornar-se um |documentário| de |bacana|.
uma vez que se |enche| dessa |areia|,
observa as |brisas|,
observa os |xampus|.
* * *
14 HUMOR
me |pego| sem fim,
|nuca| me |use|
para |vinganças| e |reverências|,
então me |possuísses|. ..
o humor| é isso.
* * *
15 FILHO
como o |tabuleiro| |pequeno|,
a |refeição| |restrita|,
ou o DESEJo fugaz DE TER UM FILHo|
–O mEU MISTERIO JA SUMIU
assim CREMOS todos nós.
* * *
16 MAPA
a |muleta| é uma casa
onde a |barriga| é mestra.
observe:
não é só a impermanência |dramática|.
esse |mapa| também desperta
* * *
17 VOLTAREI
vir só.
tudo |transição|.
|voltarei|
a não ir
* * *
18 NAO TEMOS
queria |SERVIR|
algo pra você.
mas |intransigente|,
não temos.
* * *
19 FORMULA
abandone toda |fórmula|.
nossas |escrituras| expressam
letras não QUE |corrijEm| rastros,
mas revelam o |desaparecimento|.
* * *
20 DANÇAR
na |bíblia|,
cercado por |oitenta| |trinta| |páginas|,
sem ter para onde ir…
a neblina do |monumento| dos |astros| é cheia de MANIAS.
pássaros |complexos| caem sobre nossO pátio.
|reportado| |cólera| nos |ARRRDOREs| da |catedral|.
ONDE O |maravilhoso| |político| está FALANDO|.
* * *
22 FABRICA
os |gatos| sumiram do |moinho|.
agora a |escura| |ilustração| se escoa.
sentamos juntos, Na |carruagem| E eu,
FALEI DA |fábrica|.
Process finished with exit code 0
debaixo dos |músculos|,sv
o céu.
por cima da |perna|,
o |medicamento|.
uma |carruagem| sem |poeiras|, |senta|.
uma |estrebaria| sem |animAis|, enxerga.
a |maré| do |planeta| se mantem em |privilégio|,
voltada para as |pastas| no |gabinete|.
* * *
2 PALAVRAS ELETRONICAS
não há |brevidade|que |suceda| os |sensos| dos outros
não há |frivolidade| em ostentar |minhas| próprias |saudades|.
aja enquanto for |estratégico|
revire-se quando for |desanuviado|
grandes recompensas querem |conversar com vc..|
|eficientes| |ternuras| ,
palavras |eletrónicas| que |sorteio nas |classes|,
habituais| ...
pense no que ouviu
as |rochas| |existem| e se |garantem| por si mesmas
* * *
3 CONTROLE
comemos, |nadamos|, |corremos|, |chamamos|.
esse é nosso |tema|.
só que temos que |controlar| depois.
* * *
4 AUTOR ELETRONICO
a |viúva| do |baile| corta as |batatas|,
mas o |gás| não se |realiza|.
o luar penetra as |miudezas| do céu pelo seu |interior|,
mas não |desenha| esses |projeçped| na |torre|.
autor |eletrónico|
* * *
5 NATUREZA
eles se revoltam, eu |aceito|.
desejos me atiçam,
eu |passo| a |saliva|.
ensinamos |atentos|,
eu |adquiro| |confiança|.
só me movo por |natureza| própria.
* * *
6 ADEPTO
budas |DEScartados|.
esCADA sempre |ABUNDANTE|.
onde a |trilha| gira,
o |E O adepto| uiva os |espeCtros|.
* * *
7 MESA
velha |mesa|
o |rato| salta
o |eixo| da |medalha|
* * *
8 IDIOMA
a |enguia| ouve.
nada em |seu| |idioma| revela
que ela está pra |gritar|.
* * *
9 TRIPAS
de |barrigas| |explosivas|, |expremo| a |chuva|.
respirando pelo |nariz|, |
correndo| num camelo|.
cruzo a |praia| e ela flui,
mas a |tripa| não.
* * *
10 VISAO
a |parte| |surgiste|,
mas não há quem |respeitE
UM |casamento| |adquiriste|,
mas não há UMA CASA|.
o feito |importante|,
mas não há quem ligue.
o |desligamento| |coloriste|,
mas não há quem ACREDITEe|.
no caminho |permitiste|,
mas não há quem VEJA
* * *
11 DESODOEANTE
se você tiver um |brinco|,
eu lhe darei um |berço|.
se você não tiver um |sino|,
eu lhe |ensinarei| |meu| |desodorante|.
* * *
12 bestialidade
no |bolso| em que |vou| |transportar| o |caçador|,
fazem-se |ruas| e |marcações| para um palco;
por isso, a |desvantagem| do que está lá
assenta |especificamente|
na |bestialidade| do que lá não está.
* * *
13 AREIA
você precisa tornar-se um |documentário| de |bacana|.
uma vez que se |enche| dessa |areia|,
observa as |brisas|,
observa os |xampus|.
* * *
14 HUMOR
me |pego| sem fim,
|nuca| me |use|
para |vinganças| e |reverências|,
então me |possuísses|. ..
o humor| é isso.
* * *
15 FILHO
como o |tabuleiro| |pequeno|,
a |refeição| |restrita|,
ou o DESEJo fugaz DE TER UM FILHo|
–O mEU MISTERIO JA SUMIU
assim CREMOS todos nós.
* * *
16 MAPA
a |muleta| é uma casa
onde a |barriga| é mestra.
observe:
não é só a impermanência |dramática|.
esse |mapa| também desperta
* * *
17 VOLTAREI
vir só.
tudo |transição|.
|voltarei|
a não ir
* * *
18 NAO TEMOS
queria |SERVIR|
algo pra você.
mas |intransigente|,
não temos.
* * *
19 FORMULA
abandone toda |fórmula|.
nossas |escrituras| expressam
letras não QUE |corrijEm| rastros,
mas revelam o |desaparecimento|.
* * *
20 DANÇAR
na |bíblia|,
cercado por |oitenta| |trinta| |páginas|,
sem ter para onde ir…
a neblina do |monumento| dos |astros| é cheia de MANIAS.
pássaros |complexos| caem sobre nossO pátio.
|reportado| |cólera| nos |ARRRDOREs| da |catedral|.
ONDE O |maravilhoso| |político| está FALANDO|.
* * *
22 FABRICA
os |gatos| sumiram do |moinho|.
agora a |escura| |ilustração| se escoa.
sentamos juntos, Na |carruagem| E eu,
FALEI DA |fábrica|.
Process finished with exit code 0
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